sábado, 17 de setembro de 2011

Oficinas no Cheirinho de Mato: Nossos Biomas, Mata Atlântica

Mata Atlântica
Espécies protegem a mata ciliar e ajudam a segurar as barrancas


Os benefícios de se plantar árvores nativas:
- O alimento é exatamente os que os animais nativos precisam.
- Fazem parte de uma determinada floresta onde uma espécie ajuda a outra, de diversas formas. 



- Dificilmente espécies nativas são exterminadas por pragas, pois já desenvolveram muito bem uma defesa para cada praga da região. Muito indicadas em plantios orgânicos, que desejam não utilizar agrotóxicos. 



- A relação entre os nutrientes disponíveis, e os nutrientes necessários para a árvore, é harmoniosa. 



- São as árvores nativas que os pássaros nativos procuram para fazer seus ninhos. Você já reparou que em matas de Eucalipto ou Pinus houve-se muito pouco ou quase nenhum som de pássaros e outros animas?
- E por último, se existem mais de 500 espécies só na Mata Atlântica, das mais variadas formas, das mais lindas flores das mais cobiçadas madeiras do mundo.... 



Como disse Mauro Armelin, coordenador do Programa da Amazônia do WWF-Brasil, na entrevista que deu ao site do Globo Ecologia sobre reflorestamento, a floresta provê serviços ecológicos para sociedade. A produção de água é um deles. É por isso que a ideia de reflorestar as margens e nascentes dos rios agrada em cheio ecólogos, proprietários rurais e a própria natureza. Essas são algumas das chamadas áreas prioritárias no processo de reflorestamento.
“A floresta tem função na regulação. No caso do reflorestamento nas margens, além da função física, de construção civil, de segurar a barranca com suas raízes, as espécies plantadas nas margens também protegem a vegetação lateral do rio, que é a chamada mata ciliar. Além de não perder solo, que pode assorear o rio”, explica Mauro Armelin.
A floresta replantada na margem do rio também ajuda a alimentar os peixes, porque dali saemi insetos, frutas e folhas. No caso das nascentes, o reflorestamento tem como objetivo evitar o ressecamento dos olhos d’água.
“Nascente de água é aquela água que brota no solo. Se deixamos ela exposta ao sol ou com uma cultura por cima que não está integrada com o regime hídrico, ela vai secar. Aí, alguém vai dizer: ‘Ah, mas é só um olho d’água’. Sim, é um aqui, outro ali e daqui a pouco não temos mais água”, afirma Mauro.
O jeito, então, é devolver às nascentes as espécies típicas dali, de forma a proteger as fontes de água.
A importância do reflorestamento nos morros
O reflorestamento dos morros também têm importância para a população. As espécies plantadas ali são parte da estrutura. Suas raízes são como alicerces de um prédio, que ajudam a segurar a construção. As folhas e os frutos que caem e, os animais que circulam por ali formam uma camada reforçando ainda mais a base. Os morros também são áreas prioritárias:
“A vegetação dá sustentabilidade para aquele morro. O mais próximo do original ajuda a evitar que morros desabem”.
Fonte: Globo.com 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dinheiro no bolso: Pequeno consumista

A educadora financeira Cássia D’Aquino dá as dicas de como ensinar a criança a lidar com o dinheiro


• CONVERSA BOA Por volta dos 2 anos e meio, a criança já começa a pedir aos pais que lhe comprem alguma coisa. Aproveite esse momento para falar sobre o tema.

• MOEDAS E CÉDULAS Mostre a variedade e ensine que não pode rabiscar, rasgar ou molhar as notas, nem esconder ou perder as moedas.

• TAREFAS CORRIQUEIRAS Para estimular o interesse da menina ou do menino, dê à criança uma responsabilidade na lista de supermercado. Por exemplo, ela pode se ocupar dos sabonetes, checando se há necessidade de comprar e, quando estiver no supermercado, mostre a variedade e os custos.

• DE ONDE VEM Em uma linguagem acessível, conte o que você faz e como funciona o processo de trabalhar para receber a remuneração no fim do mês.

• O VALOR DAS COISAS Os filhos precisam entender que o que vale é o processo para alcançar algo, não somente um bom resultado a qualquer preço. Ter notas boas não deve ser um jogo de resultados premiados.


Fonte: Vida Simples

Educação ambiental permitiu solução eficaz para resíduos sólidos no Japão

Especialista da Universidade de Hiroshima, no Japão, em palestra no Senalimp, em São José dos Campos (SP), explicou como a educação ambiental solucionou o problema dos resíduos sólidos no seu país.

Proferindo palestra no Senalimp 2011 – Seminário Nacional de Limpeza Pública, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, o especialista em educação ambiental Atsushi Asakura, da Universidade de Hiroshima, salientou o papel decisivo da educação ambiental. O evento, realizado pela Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP), em parceria com a URBAM (Urbanizadora Municipal) de São José dos Campos, termina nesta quinta-feira(15/11).

O tema relativo à Política Nacional de Resíduos Sólidos, incluindo a coleta seletiva do lixo, reciclagem e a logística reversa, destacou-se no evento. Daí a importância da experiência internacional, salientou o presidente da ABLP, Tadayuki Yoshimura.

O convidado do Japão, Atsushi Asakura, explicou que a educação ambiental em seu país começa no Ensino Fundamental e se mantém no Médio. Os alunos participam de diversas atividades para incentivo das boas práticas.

Desde pequenas, são as responsáveis pelas limpezas das escolas, não só a sala de aula, mas também dos corredores e banheiros. Esse método é aplicado para que cresçam com o hábito da limpeza. “Isto é uma tradição no Japão”. As crianças e jovens participam de atividades extracurriculares, comitês de estudos científicos e da sustentabilidade e visitas a fábricas e empresas de incineração, para aprender passo a passo o que é feito com os resíduos.

Todo esse processo desenvolveu-se após o grande salto econômico dos japoneses, que, de modo muito rápido, passaram a consumir mais, gerando crescentes quantidades de resíduos sólidos. “As pessoas começaram a enriquecer e se desfazer de muitas coisas, mas depositavam o que não queriam na rua”. Atualmente, todos os cidadãos japoneses fazem a reciclagem.

Existem lugares e dias determinados para depositar o lixo reciclável. E tudo que não é reutilizado vai para incineradora. “A grande base desse avanço foi a educação ambiental”, concluiu o especialista.
Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública.

Fonte: Oficina de Comunicação
 

Oficinas no Cheirinho de Mato: Guia da Sustentabilidade

Atitudes simples e algumas vezes despretensiosas podem ajudar a frear a atual destruição do meio ambiente. Que tal?

Se não fizermos nada para desacelerar o atual processo de degradação ambiental, vamos comprometer - e muito - a vida dos nossos filhos. Isso é fato. Mas, afinal, será que existe algo que cada um de nós possa fazer para colocar um freio nessa história? Sim. E para isso não precisa ser um "verde de carteirinha". É isso que mostramos a seguir: como ajustes sutis no dia a dia podem ter um impacto positivo maior do que se imagina.

QUAL A PROCEDÊNCIA DO QUE VOCÊ COMPRA?
De nada adianta trocar sacolas plásticas por uma "ecobag" se ela for feita no Vietnã. "Será que o custo energético do transporte não anularia o benefício de sua utilização?", pergunta a jornalista Amélia Toledo, que pesquisa as relações entre design, inovação e sustentabilidade. Todos os materiais têm prós e contras, explica ela. "O vidro é 100% reciclável. Mas é pesado e a logística de reutilização exige alto consumo de água e energia. O plástico é retirado de matérias-primas não renováveis, mas seu processo de produção não gera resíduos." Para escolher entre produtos, ela recomenda adotar um conjunto de critérios que inclua durabilidade e adequação ao uso. "Design sustentável é aquele que usa menos matéria-prima, processos industriais e energia."

TUDO BEM DEIXAR O CARRO EM CASA ÀS VEZES?

Manter o carro em ordem para evitar emissões desnecessárias de dióxido de carbono é lei. Deixá-lo em casa nos trajetos servidos por ônibus ou metrô, ainda que apenas fora dos horários de pico, é melhor ainda. "Em termos de impacto ambiental, usar o transporte coletivo não se compara a tirar o carro da garagem, pois o ônibus e o metrô já circulam regularmente", diz o engenheiro florestal e consultor ambiental Tasso de Azevedo.

XÔ, DESCARTÁVEIS!

Coador de pano, sacola de pano. Introduzi-los em sua rotina não requer nenhuma grande mudança. Melhor, você produz menor quantidade de lixo. E isso sim é uma senhora mudança. Vale lembrar que, no trabalho, desconsidere os copos descartáveis. Vá de caneca. É muito mais charmoso e bem menos nocivo para o meio ambiente.

REDUZIR O CONSUMO DE ÁGUA E ENERGIA... SIM! É POSSÍVEL

Regrinhas fáceis para reduzir o consumo de luz e água em casa: mantenha as instalações elétricas em dia; escolha eletrodomésticos certificados; use ferro a vapor, mais econômico, e acumule roupas para passar de uma vez só; instale a geladeira longe de fontes de calor, como o fogão, que a fazem trabalhar mais; pinte as paredes de cores claras, que refletem luz; mantenha luminárias e lustres limpos, para evitar perda de luminosidade; use lâmpadas fluorescentes ou de vapor de sódio; desligue o monitor do computador quando parar de trabalhar; ensaboe toda a louça antes de ligar a torneira elétrica; faça xixi no banho.

SABE AQUELA FRUTA DA ESTAÇÃO? É A ESCOLHA MAIS SÁBIA

Transportar alimentos por longas distâncias gera mais poluição do que trazê-los de perto; manter comidas em freezer ou estufa consome mais energia do que conservar alimentos frescos por poucos dias. Logo, dar preferência aos frutos da época e alimentos produzidos no cinturão de sua cidade são maneiras simples de contribuir para a redução da poluição atmosférica. De quebra, você ajuda a garantir a sobrevivência de pequenos produtores e comerciantes, que perderam espaço nas últimas décadas para as grandes redes de varejo.

Fonte: Tete Martinho,Vida Simples