sábado, 15 de outubro de 2011

Oficinas no Cheirinho de Mato: Programa “Que bicho é esse? Que árvore é essa?”: Árvore PAU-BRASIL

Árvore: PAU-BRASIL
Nome popular: IBIRAPITANGA, ORABUTIÃ, BRASILEIRO, IBIRAPIRANGA, IBIRAPITA, IBIRAPITÃ, MUIRAPIRANGA, PAU-ROSADO, PAU-DE-PERNAMBUCO
Nome científico: Caesalpinia echinata Lam.
Família:Fabaceae



CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ÁRVORE mede entre 8 e 12 metros de altura, com copa densa.



FOLHAS bipinadas, de cuja haste central, de 10-15 cm de comprimento, surge um conjunto de 5 a 6 pares de folhas pinadas, que se estendem em hastes periféricas de 8 a 14 cm de comprimento. Cada uma dessas hastes, por sua vez, conta com 6 a 10 pares de folhas de 1-2 cm de comprimento cada. 



FLORES muito aromáticas, sustentam-se como em um cacho, sobre um eixo alongado. Possuem 4 pétalas amarelas e uma menor, vermelha.
 FRUTO seco, em forma de vagem, coberto por longos e afiados espinhos, dotado de 1-5 sementes e com uma média de 7 cm de comprimento. A fruta verde, torna-se marrom quando madura e se abre espontaneamente por meio de torção.
SEMENTE esverdeada, arredondada e achatada, tendo em média 1 cm de diâmetro.



TRONCO de 40-70 cm de diâmetro, de casca acinzentada e recoberta de grossos espinhos, que descama em placas irregulares deixando ver a casca interna de coloração avermelhada.



FLORAÇÃO durante todo o mês de outubro. A maturação dos frutos ocorre rapidamente, entre os meses de novembro e janeiro.


USO/ÁRVORE ótima para paisagismo. Empregada na arborização urbana.



USO/MADEIRA muito pesada, dura, resistente e de textura fina. Utilizada na confecção de arcos de violino. Já foi muito útil na construção civil e naval e na produção de colorante para tingimento de tecidos e tinta.



USO/OUTRAS UTILIDADES a semente, dotada de proteína anticoagulante, e o cerne da árvore são objetos de pesquisa científica da Universidade Federal de Pernambuco, com vistas à cura do câncer. Na medicina popular, a casca do tronco, cozida, é usada para debelar diarreias e desinterias; em pó, serve ao fortalecimento de gengivas, e o chá das folhas parece ter efeito abortivo.



OBTENÇÃO DE SEMENTES Os frutos devem ser colhidos da árvore, quando mudam da coloração verde para marrom, no início da abertura espontânea, e levados para ambiente ventilado para abertura das vagens e extração das sementes.



PRODUÇÃO DE MUDAS Plante as sementes frescas em recipientes individuais, tão logo sejam colhidas. Melhor empregar substrato argilo-arenoso. Irrigue duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 8-15 dias, com taxa de germinação superior a 60%. A muda desenvolve-se rapidamente, ficando pronta para o plantio em 4-5 meses. A planta cresce em ritmo lento.



Durante a Oficina no Cheirinho de Mato com o professor José Bezerra, a turminha da professora Glícia plantou a árvore PAU-BRASIL. 

Árvore: PAU-BRASIL
Nome científico: Caesalpinia echinata Lam.


Fonte: Um pé de quê?



Oficinas no Cheirinho de Mato: Programa “Que bicho é esse? Que árvore é essa?”: Árvore Embaúba

Árvore: Embaúba
Nome popular: EMBAÚBA-VERMELHA
EMBAÚVA-VERMELHA, EMBAÚVA, IMBAÚVA
Nome científico:Cecropia glaziovii Snethl.
Família:Urticaceae


CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ÁRVORE de 8-16 m de altura, de copa pequena, em que os ramos, de diferentes comprimentos, praticamente se nivelam em um mesmo plano horizontal.


TRONCO reto e cilíndrico, de casca lisa e acinzentada, com cicatrizes deixadas pelas folhas, de 20-30 cm de diâmetro, ramificado apenas na região superior. Tronco oco e dividido em nós, que abriga formigas em seu interior.


FOLHAS simples e ásperas, de 30-40 cm de diâmetro, parecem mãos espalmadas com 8 a 12 “dedos”, sustentadas em longas hastes de aproximadamente 19,5 cm de comprimento e cobertas por longos e rijos pelos.


FLORES minúsculas, dispostas em espigas, que se agrupam em 5-6 por haste de sustentação.
 FRUTO desenvolve-se incrustado em espigas cilíndricas, alaranjadas, constituídas de muitos frutos fundidos, de textura carnosa, de sabor adocicado quando maduras e dotadas de numerosas sementes.


SEMENTE minúsculas e incrustadas na infrutescência.
 FLORAÇÃO ocorre de agosto a dezembro e a maturação dos frutos, nos meses de novembro a fevereiro.


USO/ÁRVORE apresenta qualidades ornamentais em sua forma. Pioneira, a planta é indispensável na composição de reflorestamentos mistos.


USO/MADEIRA leve, macia ao corte, uniforme, de baixa resistência mecânica e pouco durável. Utilizada na confecção de pólvora e pasta celulósica, caixotaria, forros, brinquedos, compensados, salto de calçados, lápis, aeromodelos e palitos de fósforos, bem como para a construção de jangadas e flutuadores.


USO/OUTRAS UTILIDADES A folha, muito áspera, é empregada como lixa de madeira e é o alimento principal do bicho-preguiça. A casca, muito fibrosa, foi outrora aproveitada pela indústria de curtume e usada para a confecção de estopas e de cordas rústicas. Os frutos são comestíveis e muito procurados por aves e outros animais. Na medicina popular, as folhas, frutos, brotos e sumo das raízes são manipulados de diferentes maneiras para tratar anúria, bronquite, chagas crônicas, cólicas hepáticas, coqueluche, diarréia, hipertensão, mal de Parkinson, tosse, úlceras gangrenosas e verrugas.


OBTENÇÃO DE SEMENTES Colher os frutos diariamente da árvore quando estiverem maduros, o que é facilmente notado pela presença de frutos bicados. Em seguida deixá-los em repouso por alguns dias. Macerá-los em água e filtrá-los, separando semente e fruto. Secar as sementes ao sol.


PRODUÇÃO DE MUDAS Colocar as sementes para germinar logo que colhidas em canteiros semissombreados, contendo substrato organo-argiloso. Irrigar para que as sementes afundem na terra. A emergência ocorre em 3-4 semanas e a taxa de germinação é média. Trata-se de planta pioneira, de rápido crescimento.




Fonte: Um pé de quê?

sábado, 8 de outubro de 2011

Oficinas no Cheirinho de Mato: Circo legal não tem animal !

Para o Projeto de Educação Ambiental Cheirinho de Mato, 
Circo legal não tem animal.
 "A idéia de que é engraçado ver animais silvestres coagidos a agirem como pessoas atrapalhadas, ou emocionante ver “feras” poderosas reduzidas a covardes apavorados por um treinador que estala seu chicote é primitivo e medieval. Vem da velha idéia de que somos superiores a outras espécies e que temos o direito de ter o domínio sobre eles. “ - Dr. Desmond Morris, antropólogo e etólogo.
Um animal selvagem é diferente de um animal doméstico... Podemos ensinar um cão a se sentar com algumas lições e uns biscoitos, porque os cães convivem há milhares de anos com seres humanos. Já para ensinar um elefante a se sentar ou ficar em pé nas patas traseiras, ou um leão a pular por uma roda de fogo, a história é diferente.
Até chegar ao momento do show, àquele em que você ri e se diverte, um animal selvagem, seja ele urso ou elefante, chimpanzé ou leão, girafa ou chimpanzé, sofreu muito...



RETIRADOS DE SEUS HABITATS
A maioria dos animais usados em circos são animais silvestres de outros países (chamados de exóticos) . Eles, seus pais ou avós foram retirados das savanas e florestas, de onde nunca deveriam ter saído. Foram separados de suas famílias e grupos sociais, transportados de modo inadequado. Muitos companheiros de jornada não resistiram. O uso de animais em espetáculos alimenta o tráfico de animais silvestres no mundo. Só isso já seria uma razão de se combater o uso de animais em circos. Mas tem mais....



TREINADOS COM CRUELDADE
Para treinar elefantes, são usados bastões pontiagudos de ferro, com os quais os treinadores batem com muita força...
Ursos “dançantes” são tradicionalmente treinados com chapas quentes que queimam seus pés; felinos que saltam rodas de fogo -- algo que fere totalmente seu instinto de sobrevivência -- são subjugados a este comportamento anti-natural à base de chibatadas, fome e medo. São freqüentes os animais de circo terem seus dentes cerrados, garras arrancadas e tantas mais atrocidades para faze-los mais “manejáveis” no treinamento. Tudo até que o animal esteja pronto para divertir um humano... será que temos o direito?



PRIVADOS DE SEUS COMPORTAMENTOS NATURAIS
Manter animais silvestres em gaiolas e acorrentados, longe de seus habitats, de seus grupos familiares, viajando em recintos minúsculos, submetidos ao calor, ao estresse, ao barulho dos espetáculos, priva totalmente os animais das necessidades de suas espécies. Um elefante, por exemplo, é um animal que vive em grupos familiares por dezenas de anos, tem padrões complexos de comunicação, e anda cerca de 40 km por dia... que vida em circo chega sequer perto da vida natural destes animais?

 Você já deve ter visto elefantes que balançam a cabeça de um lado para o outro, não? Isso não é alegria! É comportamento que revela estresse profundo.

Pense bem: você acha justo que um animal que poderia estar livre em seu habitat, passe por tudo isso para que você o veja por alguns minutos fazendo truques aprendidos pela repetição da dor?

Como uma imagem vale mais que mil palavras, veja a alegria do leão Will ao sentir pela primeira vez a grama sob seus pés, depois de uma vida encarceirada:


PAGAM COM A VIDA QUANDO SÃO ENVOLVIDOS EM ACIDENTES  
Depois, quando um animal não resiste a tanta pressão e ataca seu tratador, treinador ou alguém da platéia, ele é morto e todos dizem não entender porque isso aconteceu, pois o animal parecia tão manso...! Estes casos ocorrem todos os anos no Brasil e no mundo, mas os donos de circos com animais tentam abafar a cobertura e atenua-los como “fatalidades”. Mas ir ao circo seria muito mais seguros se estes não tivessem animais.
  


VIVEM SEM ASSISTÊNCIA VETERINÁRIA, ALIMENTAÇÃO ADEQUADA  
Quem tem um bicho de estimação em casa, bem cuidado, vê a despesa e o trabalho que dá. Já pensou cuidar de um elefante, de um chimpanzé? Quantas localidades no Brasil têm veterinários especializados em animais exóticos? Raríssimas!!! Desta forma, o circo sai rebocando de um canto para outros, sem assistência adequada estes animais. Se ficarem doentes, serão tratados no improviso. São inúmeros os casos de animais apreendidos de circos que morriam mortes lentas por falta de tratamento adequado.

Muitos animais são alimentados com cães e gatos idosos, contraindo assim doenças , como AIDS felina, como a Leoa Lindinha, apreendida e levada ao Zôo de Brasília, onde não poderá conviver com outros de sua espécie por causa da doença que porta.



ABANDONADOS QUANDO NÃO “SERVEM MAIS”
Só em 2005, 11 animais como leões foram abandonados nos lixões e galpões do Brasil afora:

5 leões abandonados perto de Uberaba em maio; um casal de leões foi abandonado por circo que fechou em Palmeira, Paraná; em setembro, 2005, 4 leões, apreendidos pela PMA, foram largados pelo circo Real Brasil Novo Hamburgo, RS.

Uma investigação na Europa pela entidade portuguesa ANIMAL mostrou que em apenas dois anos 51 animais desapareceram em apenas um circo (Atlas). Isto na Europa! Imagine aqui! 



CULTURA É PARA MUDAR!!!!
Há quem diga que animais em circo fazem parte da cultura do mundo. Mas já imaginaram se a cultura não se modificasse com o passar do tempo? Se a informação e o conhecimento não nos mostrassem que há um caminho melhor a ser seguido? A cultura humana é exatamente aquele aspecto fundamental da humanidade que se transforma na história. Se não, ainda teríamos shows com leões se alimentando de escravos como na Roma antiga, ou estaríamos defendendo o assassinato de bebês meninas na China, ou a mutilação dos órgãos genitais de moças na África. Ou o escravagismo no Brasil, ou o desmatamento, ou a falta do direito de voto para mulheres, que também foram práticas altamente “justificadas” e culturalmente estabelecidas em nosso país. Felizmente o mundo muda e a idéia de que é legal ter animais em circos também está mudando em vários países. No Brasil, 30 municípios e quatro estados já proíbem a apresentação de animais em circos.



O QUE VOCÊ PODE FAZER?
• Informe-se.
• Divulgue o que ocorre com animais em circos para que mais pessoas reflitam e mudem
• Não vá a circos com animais!
• Apóie o PL 2883/00 de Affonso Camargo, que tramita no Congresso Nacional, contra o uso de animais em circos. Escreva para os deputados da Câmara explicando porque você, como eleitor, quer ver a abolição do uso de animais em circos
• Entre em contato também com os deputados distritais (no caso do DF) e estaduais e vereadores para que elaborem Projetos de Lei no mesmo sentido em seus estados e municípios.



Os circos são uma ótima diversão e nos mostram o talento e a criatividade das pessoas. São acessíveis ao grande público e levam saberes e histórias centenárias a todos os cantos, mesclando a cultura de vários países. 



Mas sujeitar um animal a uma vida de prisão e comportamentos anti-naturais não pode ser a nossa diversão! Quantos circos se reinventaram, aposentaram seus animais dignamente e hoje, continuam suas apresentações fazendo pessoas felizes com o show de outras pessoas!


Para o Projeto de Educação Ambiental Cheirinho de Mato, 
Circo legal não tem animal.



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Prof. Fernando Santiago dos Santos Visita o Projeto Cheirinho de Mato


Depoimento do autor de livros de biologia prof. Fernando Santiago dos Santos sobre o prof. José Bezerra e o Projeto Cheirinho de Mato.



Em campanha de divulgação da obra didática de que participo como um dos autores e coordenadores, "Ser Protagonista - Biologia", das Edições SM Ltda., acabei conhecendo uma pessoa fantástica que desenvolve um projeto igualmente maravilhoso no Colégio Arquidiocesano de Aracaju: o professor Bezerra.
Inicialmente, pensei apenas em conhecer o projeto, que já havia sido comentado (com láureas e tudo o mais!) no Colégio, mas depois de conversar alguns minutos com o Bezerra, senti que valia a pena fazer um documentário. Decisão acertada. Em poucos minutos, o Bezerra, com sua inspiração, audácia, bondade e ousadia, mostrou-me como é arregaçar as mangas, colocar a mão na massa (literalmente!!!) e praticar a educação ambiental.
O resultado não poderia ter sido outro: um documentário espontâneo, mostrando boa parte das atividades desenvolvidas no projeto "Cheirinho de Mato" e uma sensação agradabilíssima de que já o conhecia há muito tempo. A empatia foi automática e recíproca.
Já mostrei o vídeo e falei do projeto (e do Bezerra, claro) para muita gente aqui no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, no campus São Roque, onde trabalho atualmente. Meus alunos de Licenciatura em Biologia simplesmente se encantaram com a ideia.
Agradeço profundamente a oportunidade de conhecer o projeto e saber que há tanta gente, por esse mundo afora, propagando (e fazendo) os ideais da Educação Ambiental.
Prof. Fernando Santiago dos Santos